ornamento de mandala

Samigina

Gamigin

Retórica, Filosofia

Samigina é um grande marquês, que aparece na forma de um pequeno cavalo ou asno. Ele fala de forma rouca, e comanda 30 legiões de espíritos. Ensina ciências liberais, e fala sobre as almas dos que morreram como pecadores.

Análise

O simbolismo do asno na forma do Marquês Samigina está relacionado aos instintos que levam os humanos a romper com a ordem pré-estabelecida e as regras de conduta moral e social. Muitas vezes, os homens que rompem com estas regras são tidos como pecadores, mas este rompimento também leva à evolução e à transcendência.

As ciências liberais ensinadas por Samigina, que incluem lógica, gramática, retórica, aritmética, música, geometria e astronomia, eram estudadas pelos homens livres, ao contrário das artes mecânicas, realizadas pelos escravos. Nelas se buscava a quebra com os padrões e a busca de novos paradigmas.

O nome Gamigin pode ser associado aos radicais Gamos e Ginos, uma união com o lado feminino, negativo e introspectivo, de onde surgiria a ruptura com o poder patriarcal e concentrador. Este lado feminino também está relacionado aos instintos, sem controle do intelecto masculino castrador, e à intuição, de onde surgem muitas vezes ideias inovadoras e desprendidas do senso comum.

O anjo correspondente, Elemiah, protege contra traidores e contra atribulações mentais. Neste sentido, é capaz de controlar os instintos e a intuição trazidas por Samigina para que possam ser utilizadas de forma benéfica, e não se excedam, causando sofrimento ao magista. Isto se aplica também a rompimentos com a ordem que poderiam ser causados por terceiros, no caso das traições. Além disso, Elemiah protege o mundo contra descobertas que poderiam ser prejudiciais à humanidade e às sociedades, o que tem muita relação com o rumo que as ciências liberais ensinadas por Samigina poderiam tomar.

Selo de Samigina

círculo de goécia salomônica