Shax
Esquecimento
Shax é um Marquês que comanda 30 legiões de espíritos. Aparece como uma pomba selvagem que fala com voz rouca. Ele pode retirar a capacidade de ouvir e de pensar de qualquer homem ou mulher, e roubar dinheiro da casa de Reis, levando-o para onde for comandado. Deve estar dentro do triângulo para que não engane o magista. Também pode descobrir coisas escondidas e que não estejam guardadas por espíritos malignos. Fornece bons familiares.

Análise
Shax (ou Scox) manifesta-se como uma cegonha, sendo um daemon ligado à manipulação da memória, perdão e engano estratégico. Ele pode fazer com que as pessoas esqueçam traumas e mágoas, libertando-as de assombrações do passado, mas também pode induzir ao esquecimento para garantir que erros sejam apagados, levando ao perdão e à reconciliação.
Além desse poder sutil, Shax é conhecido por roubar cavalos e ouro, especialmente de instituições cruéis, reis tiranos e opressores do povo. Ele age como um ladrão de elite, tomando riquezas daqueles que abusam do poder, desestabilizando estruturas autoritárias. Seu dom do engano pode ser usado tanto para prejudicar quanto para proteger, tornando-o uma entidade ambígua e complexa.
Shax também possui associações cósmicas profundas. A constelação de Órion, representada na Suméria pelo caçador Sahu, foi posteriormente ligada ao deus egípcio Sah, esposo de Sopdet (Sírius) e precursor de Osíris, o deus do submundo. Era para lá que os reis egípcios acreditavam viajar após a morte, o que liga Shax ao conceito de transição, esquecimento e passagem entre mundos. Além disso, sua conexão com Damu, o deus sumério da vegetação renovada e da infância (Dumu, “a criança”), remete ao renascimento e ao ciclo de vida e morte.
Outro ponto curioso é sua semelhança com Thoth, o deus egípcio da sabedoria e da escrita. Ambos compartilham o domínio sobre a lábia, a manipulação do conhecimento e o acesso (ou bloqueio) à informação, além de uma similaridade fonética entre seus nomes.
Para honrar Shax, podem ser oferecidos pedras e ervas ligadas à memória, como ametista e alecrim, além de penas de aves de pernas longas, como cegonhas e garças, que simbolizam sua essência furtiva e vigilante. Uma bola de cristal pode ser consagrada a ele, permitindo a manipulação de memórias dentro de sua superfície vítrea, refletindo o poder de Shax de ocultar, revelar ou distorcer lembranças conforme necessário.
Resumo
| Número | 44 |
| Nome | Shax |
| Outros nomes | Scox, Chax, Shaz, Shass |
| Elementos | Esquecimento |
| Significado | Shah, “o porco”; Schaz, “tesouro”; Stork, “cegonha” |
| Hierarquia | Marquês |
| Legiões | 30 |
| Aparência | Uma grande pomba de fogo, falando com voz potente |
| Poderes | Esvair o entendimento e a inteligência, entrar em recintos fechados, conceder cavalos, revelar coisas ocultas, conceder familiares |
| Isopsefia | Em idioma moderno, 90+8+1+300=399=21=3 |
| Tarot | 9 de espadas |
| Astrologia | Vênus em Escorpião |
| Decanato | 10°-20° Gêmeos (noite) |
| Mul.Apin | SHAH / xDra |
| Anjo | Yelahiah |
| Entidade | Sah |
| Outros | Thoth, deus Damu, Rio Estige (Styx), o escriba Shisha |
Selo de Shax
