Andrealphus
Mensuração
Andrealphus é um grande marquês que comanda 30 legiões de espíritos. Aparece como um pavão fazendo muito barulho, e depois se torna humano. Pode ensinar geometria e conhecimentos relacionados à medição, além de astronomia, tornando os homens muito sábios e sutis nestas ciências.

Análise
Andrealphus manifesta-se na forma de um pavão, um símbolo de onisciência, beleza e mistério, cuja cauda repleta de “mil olhos” representa a capacidade de ver e compreender tudo. Em Paradise Lost, ele é descrito como o estilista e guardião do armário do Diabo, reforçando sua influência sobre a estética, imagem pública e percepção social.
Provavelmente inspirado em Melek Taus, o anjo pavão da tradição Yazidi, Andrealphus carrega consigo o arquétipo do criador do mundo, aquele que moldou a existência a partir do ovo cósmico e governa sobre os anjos primais. Segundo o mito, Melek Taus foi testado com a escolha de curvar-se ou não aos humanos e, ao recusar, ergueu sua cauda como sinal de superioridade, um gesto típico dos pavões diante de figuras maiores. Essa simbologia sugere que Andrealphus pode ser invocado para autoconfiança, ascensão social e domínio da autoimagem.
A onisciência atribuída a esse daemon é reforçada pela conexão com deuses solares e celestes, como Odin, Helios, Apolo e Zeus, todos observadores do universo a partir de seus tronos cósmicos. Assim como o pavão, esses deuses enxergam além das ilusões e compreendem a ordem oculta do cosmos, permitindo a seus devotos acessar conhecimentos profundos e estratégicos sobre a realidade.
Na mitologia hindu, ele é o animal de Krishna (simbolizando onisciência), a montaria de Skanda (filho de Shiva e Parvati) e um dos símbolos de Saraswati, a deusa da sabedoria. Na tradição grega, ele está ligado a Hera, após a transformação do gigante Argos. Além de representar glória e orgulho, o pavão possui uma característica única: ele seria imune a venenos. Acreditava-se que as cores vibrantes de sua cauda eram resultado das toxinas que consome, simbolizando transmutação e resistência ao que é nocivo.
Como daemon, Andrealphus está associado ao entendimento do cosmos e suas medidas, ensinando sobre movimento dos planetas, padrões geométricos e segredos ocultos do universo. Ele também pode auxiliar na modificação da autoimagem e na ascensão social, tornando alguém mais influente, estiloso e admirado.
Para honrá-lo, podem ser oferecidos penas de pavão, que representam sua conexão com a visão cósmica, cristais multicoloridos e objetos holográficos, que refletem a natureza ilusória e multifacetada do universo. Óleo de alecrim é apropriado para atrair clareza e conhecimento das energias geométricas que permeiam a realidade.
Resumo
| Número | 65 |
| Nome | Andrealphus |
| Outros nomes | Andrealfos, Adrammelech |
| Elementos | Mensuração |
| Significado | Andra + Alpha ou Andra + Melech, rei dos homens, deus da Samaria |
| Hierarquia | Marquês do Leste |
| Legiões | 30 |
| Aparência | Aparece na forma de um pavão, fazendo muito barulho, tomando posteriormente a forma humana. |
| Poderes | Transformar homens em pássaros, ensinar geometria, mensuração e astronomia |
| Isopsefia | Em idioma moderno, 1+40+4+80+5+1+20+60+8+200+90=509=14=5 |
| Tarot | 3 de ouros |
| Astrologia | Lua em Aquário |
| Decanato | 10°-20° Capricórnio (noite) |
| Mul.Apin | DAR.LUGAL / Lepus |
| Anjo | Damabiah |
| Entidade | Melek Taus, Anjo-pavão dos Iázidis, demonizado no Islã como Iblis |
| Outros | Deus Adramelech, Argos Panoptes (gigante grego), Indra (deus hindu), Estrela Alpha Pavonis, Constelação do Pavão, Heimdall (deus nórdico), Quetzalcoatl (deus asteca), Oxumarê (orixá), Kerpimanha (deusa indígena) |
Selo de Andrealphus
